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Muito além das tendências, a moda é uma forma de contar histórias. A roupa, o cabelo, os acessórios e a maneira de ocupar os espaços dizem muito sobre quem somos, de onde viemos e como queremos ser vistos. Nas ruas, nos territórios e nas periferias, o estilo ganha ainda mais força como linguagem de identidade, pertencimento e expressão.
É nesse encontro entre moda, música e cultura urbana que surge o Rap Fashion, projeto idealizado pelo estilista Romildo Nascimento, que chega ao JK Shopping no dia 20 de setembro, às 16h, com uma proposta que vai muito além da passarela: valorizar talentos das periferias e mostrar como a criatividade pode abrir novos caminhos.
Quando vestir também é se expressar
A moda sempre esteve ligada à construção de identidade. Escolher uma peça, combinar cores, criar um visual ou adotar determinado estilo são maneiras de comunicar ideias, referências e experiências sem necessariamente usar palavras.
Na cultura urbana, essa relação é ainda mais evidente. O estilo acompanha a música, a dança, a arte e o comportamento, criando uma linguagem própria e em constante transformação. O Rap, em especial, ajudou a ampliar a presença de referências periféricas na moda e mostrou que aquilo que nasce nas ruas também pode influenciar comportamentos e tendências.
O Rap Fashion parte justamente dessa perspectiva: entender a moda como uma ferramenta de expressão e pertencimento, capaz de colocar diferentes histórias e identidades no centro da cena.
Da periferia para as tendências
Muitas das referências que hoje circulam pelas passarelas, redes sociais e grandes marcas nasceram ou foram ressignificadas nas periferias. O modo de combinar peças, a valorização do tênis, a estética oversized, os acessórios, as customizações e tantas outras manifestações do estilo urbano mostram como esses territórios também são espaços de criação e inovação.
Mais do que acompanhar tendências, a periferia frequentemente cria suas próprias referências. São artistas, estilistas, modelos, fotógrafos, maquiadores, produtores e empreendedores que transformam experiências cotidianas em linguagem criativa.
Por isso, falar sobre moda e cultura urbana também é reconhecer a potência desses talentos e ampliar os espaços para que eles sejam vistos, ouvidos e valorizados.
Moda como oportunidade e transformação
A indústria da moda reúne diversas possibilidades profissionais. Além das passarelas, existe todo um ecossistema formado por profissionais de criação, produção, beleza, fotografia, audiovisual, comunicação e empreendedorismo.
Para jovens que encontram na cultura e na criatividade uma possibilidade de construir novos caminhos, iniciativas que aproximam esses universos podem representar oportunidades importantes. Uma passarela pode ser o primeiro contato com novos profissionais, uma experiência que fortalece a confiança ou até mesmo uma porta de entrada para o mercado da economia criativa.
É essa perspectiva que está no centro do Rap Fashion. Idealizado por Romildo Nascimento, o projeto utiliza a moda como instrumento de expressão, identidade e empreendedorismo, aproximando o universo criativo da realidade de artistas e profissionais que constroem suas trajetórias nas periferias.
Representatividade também desfila
Um dos grandes destaques do Rap Fashion é a diversidade do casting. O projeto reúne artistas, personalidades da cultura urbana e pessoas com diferentes trajetórias, corpos, gerações e vivências.
Entre os nomes confirmados no casting masculino estão Rafael Ribeiro, do Grupo Face Oculta; Dopnine, cantor do Valparaíso; Guzz, cantor do grupo Rapsódia; Kev, cantor da AGriff; Bruno Ukaue; Magis e Neem; Elom; Ravel e Filipe Costa.
No casting feminino estão Beladona, cantora; Aninha e Hellen, do Atitude Feminina; Saphira; Tabhata Lorena; Pantera; Dandara; e Rachel Hungria.
A escolha desses nomes reforça uma ideia essencial: representatividade não deve ser apenas um conceito, mas ocupar espaços concretos. Quando diferentes histórias chegam à passarela, elas ajudam a ampliar o imaginário sobre quem pode estar na moda e quais narrativas podem fazer parte dela.
Música, rima e estilo ocupam o mesmo espaço
No Rap Fashion, a moda não aparece isolada. A programação reúne diferentes linguagens da cultura Hip Hop e da cultura urbana, criando uma experiência em que música, poesia, rima e estilo se encontram.
A apresentação será conduzida por Barbie Under. O DJ Raffa Santoro assina a trilha sonora original do desfile, enquanto a DJ Jenny será responsável pela abertura e pelo encerramento da programação. O artista Vírgula também participa com uma intervenção artística, utilizando a rima como linguagem.
Essa combinação reforça a conexão natural entre música, comportamento e moda. Afinal, o estilo que vemos nas ruas também é influenciado pelos artistas que ouvimos, pelas referências culturais que compartilhamos e pelas comunidades das quais fazemos parte.
Um espaço para novos talentos
Ao levar o Rap Fashion para o JK Shopping, o projeto amplia o encontro entre a cultura urbana e o público e transforma o espaço em uma plataforma para diferentes manifestações artísticas.
Mais do que apresentar roupas, o desfile propõe apresentar pessoas. Cada participante carrega uma história, uma referência e uma trajetória que ajudam a construir a identidade da cultura urbana do Distrito Federal e Entorno.
Para o JK Shopping, receber uma iniciativa como essa também representa a oportunidade de fortalecer seu papel como espaço de expressão, diversidade cultural e valorização de novos talentos. É uma forma de reconhecer que a criatividade está em todos os territórios e que abrir espaço para diferentes vozes contribui para uma cultura mais plural.
Quando a moda abre caminhos
O Rap Fashion mostra que a moda pode ser muito mais do que aparência. Pode ser identidade, autoestima, pertencimento, arte e oportunidade.
Quando uma pessoa encontra espaço para mostrar seu estilo, sua criatividade e sua história, a passarela deixa de ser apenas um lugar para apresentar tendências e passa a ser também um espaço de transformação.
É essa mensagem que o Rap Fashion leva ao JK Shopping: a de que existe potência na diversidade, criatividade em cada território e talento em histórias que muitas vezes ainda precisam de uma oportunidade para serem reconhecidas.
No dia 20 de setembro, às 16h, o público poderá acompanhar de perto esse encontro entre moda, música e cultura urbana, em uma programação gratuita que celebra novos talentos e a força da periferia como espaço de criação.
Serviço — Rap Fashion
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